Não foi nada diplomática a declaração do francês, Jérôme Valcke (secretário-geral da Fifa), de que o Brasil merecia um chute no traseiro pelo atraso nas obras para Copa de 2014. Sabe aquela velha história de que só você pode falar mal da sua família? Então, com a pátria é parecido. Noves fora à deselegância do sujeito citado, ao menos em um tópico, ainda não há registro de evolução na auto-estima da sociedade brasileira: nossa triste resignação com os atrasos de obras públicas.
Continue Lendo
Links
Categorias


Cansado de tanto invadirem sua propriedade, o cidadão coloca um cachorro para tomar conta. Ótimo, se não tivesse escolhido um delicado chihuahua para o cargo. Há pelo menos dois anos, venho alertando que o capital especulativo entra no Brasil como bem quer, na hora que bem entende. Agora, quando finalmente o governo afirma ter percebido a prática e informa que vai combatê-la, adota medidas de gestão ineficazes, para não dizer irrelevantes. A mudança de IOF, anunciada pelo Ministério da Fazenda, se equivale a um chihuahua tentando proteger uma fazenda. 
- Alçamos a posição de grande potência, meu caro. Ultrapassamos a Inglaterra e somos o sexto principal país do mundo.

Cena típica de cinema: o casal dormindo abraçado, aí toca o telefone. “Não atende, não atende”, sussurra a mulher contrariada, sem conseguir evitar a atitude do marido, que é um profissional de sucesso e alega que pode ser importante. No que depender de alguns gênios da administração pública brasileira, essa consagrada tomada cinematográfica estará com os dias contados. Celular de executivo tocando à noite será motivo de comemoração, de preferência com conversas longas.
Seu filho é aquele que diariamente escolhe as brincadeiras para os amiguinhos, tem sacadas perspicazes para conseguir o que quer, e está sempre rodeado de uma legião de fãs? Caso o pimpolho realmente tenha essas qualidades, saiba que na sua residência há um tesouro a ser lapidado; uma criança com potencial para ser transformada em uma espécie em extinção, cada vez mais procurada pelo mercado de trabalho: o líder. A pegadinha aqui é que, caso o seu rebento não se enquadre em característica alguma dessas, nada impedirá que ele exerça uma boa liderança na vida profissional. Líder se constrói, não precisa nascer pronto; e cabe aos gestores de fato estimular a multiplicação de representantes dessa espécie, tão ou mais rara do que o mico-leão dourado.
Venho repetindo, exaustivamente, que o Brasil crescerá sobremaneira nos próximos 10 ou 15 anos, puxado pelo mercado interno e pela iminente necessidade de criar uma infraestrutura com padrões minimamente satisfatórios. Hoje, percebo que errei o cálculo. Subestimei o abismo que separa nossa nação do que deve ser entendido como um país que, de fato, emergiu economicamente. 



