
Gestor não é filósofo, nem poderia ser. Filósofo bom abstrai. Gestor bom não devaneia. Com medo da crise, tem gestor tentando encarnar Platão e confundindo administração com meditação; prática com metafísica. Dia após dia, do café da manhã até apagar a luz do quarto, lá está ele organizando conjecturas: as raízes da crise, os desdobramentos da crise, os prejudicados pela crise, os atores da crise, o avanço da crise, o impacto global da crise, os culpados pela crise. Reuniões atrás de reuniões para debater a nova manchete do jornal, que de nova só tem a data no cabeçalho da primeira página. Tempo perdido.
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